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AMIGOS DE DELMIRO GOUVEIA
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César Tavares abre suas malas cheias de recordações e lembranças dos tempos passados em Delmiro Gouveia, uma cidade sertaneja de Alagoas, de sua gente e dos fatos do cotidiano. E faz um convite aos visitantes para abrirem também as suas malas, baús, gavetas e álbuns; e retirar: histórias, causos, e fotos do passado e do presente delmirense. Quarta-feira, Março 30, 2005 UMA HISTÓRIA DE AMOR: O PALHAÇO E A DONZELA
Tadeu e Patrícia(genro e filha de Colombinha)
Pedro Mafra. Neto de Colombinha.
Patrícia e Pedro Circo Liliane (Para Tadeu Cavalcante) Autor: Edmo Cavalcante O Circo Liliane Chegou Hoje tem espetáculo tem sim senhor! Onde ele está armado? No terreno da fábrica. Logo ali ao lado O ingresso custa muito dinheiro? Cavalheiro é três. Estudante e dama só paga dois cruzeiros O Circo Liliane Chegou. Hoje tem espetáculo? Tem sim senhor! Não é nem um luxo de circo. Nem um circo de primeira linha Mas tem riso e bizarria Tem o palhaço Colombinha. Ele é: Trapezista Equilibrista Ator Mágico Cantor. Imita vários artistas famosos: Nélson Gonçalves, Waldic e Nélson Ned Ele é o DONO DO CIRCO. Eu estou falando de COLOMBINHA SHOW! A bonita Liliane (quem não se apaixonou?) alegra o respeitável público Com a sua rumba autêntica e graciosa A turma do poleiro assobia e grita entusiasmada Ô bis. Menina danada Já tem gente perguntando até quando o circo vai ficar A molecada é que não se emenda e arranja sempre jeito de maiar O Liliane chegou! O poleiro não é muito seguro e a lona é surrada Mas vai assistir mesmo na base do abafa Não tem tigre. Nem leão. Nem girafa. Elefante também não. O Liliane chegou! Não é nenhum circo de primeira linha. Mas para quê tanta exigência? Um enorme POST SCRIPTUM O texto acima em forma de poesia é do nosso colega Edmo. Ele reside em Maceió e o enviou pelos correios. O Edmo é formado em Matemática e atua no ramo gráfico e afins. Conheço-o há mais de 30 anos. Estudamos juntos de 1974 até 1977, da quinta a oitava série no Ginásio Vicente de Menezes. Para as novas gerações de delmirenses ou os de memória curta aqui vão algumas referências dos familiares dele. Ele é filho do Edvaldo do INPS. Sobrinho da Viúva (do bar da rua da Travessa) que por sua vez é mãe do Tadeu, da Graça e da Cida. Hoje onde era o famoso Bar da Viúva, funciona a Padaria e Lanchonete Padilha, gerenciada pela nossa amiga Graça Padilha. Aliás, quem quiser saborear o melhor sanduíche da cidade lá é o local. (E espero que com este merchandising aqui no blog eu ganhe como cachê ao menos um lanche).(risos) O tema do circo já foi falado anteriormente aqui neste blog. Mas o Edmo de forma bem criativa trouxe alguns detalhes bem interessantes. Para quem não conheceu o Colombinha cabem alguns esclarecimentos: O Palhaço Colombinha, além de ter sido um artista polivalente, chocou a conservadora sociedade delmirense, naqueles tempos, com a sua história de amor. Ele nada mais nada menos fugiu com uma moça que iria casar-se uma semana depois. Foi um escândalo. O palhaço e a donzela. Amor a primeira vista. Um verdadeiro frisson. Nitroglicerina pura. Era assunto para todas as rodas. Mas tudo passa. Tudo se acalma. Tudo se dilui com o tempo. E não há resistência eterna Caem-se os preconceitos. A vida continua. E eles tiveram uma filha a qual deram o nome de Patrícia. Passaram-se mais alguns anos. Patrícia ficou adulta e casou-se com o Tadeu Mafra (fundador do Bloco do Pompeu, e um dos sujeitos mais bem-humorado, gaiato, divertido e gente boa que conheço). E agora no último dia de 2004 nasceu o Pedro Mafra. Portanto neto do Colombinha. Comentário geral em Delmiro Gouveia: êita que este menino vai ser fogo. Com uma linhagem desta: Filho de Tadeuzinho e neto de Colombinha. E aí você ainda lembrava do Palhaço Colombinha? Você conhece alguma história de amor com um final feliz feita esta? Conte por aqui. Deixe o seu recado. Enfim faça como o Edmo envie uma história. Comments: postado por: <$César Tavares$> 2:42 PM Domingo, Março 20, 2005 DELMIRO GOUVEIA: SUGESTÕES PARA UM DIA TRANQÜILO.
São vários quiosques. Lembra uma orla marítima. Mas estamos no sertão.
Noite no Candeeiro Bar. Família é tudo.
Noite no Candeeiro Bar. O prazer de reencontrar velhos amigos. Calor da gota serena. Termômetros acima dos 30 graus. Sensação térmica mais de 40 graus a sombra. Umidade relativa do ar quase zero. Vento quase nenhum. Nota-se pela quase imobilidade das folhas das árvores. Com tal cenário nada como parar num dos tantos quiosques que tem na avenida principal, sentar e pedir uma água de côco. Saborear aos poucos, enquanto observa-se o movimento de uma cidade ainda com relativa tranqüilidade. À noite clima um pouco mais ameno. Recomenda-se ir ao Candeeiro Bar. Um coquetel de frutas, uma cerveja, uma água mineral ou outra bebida qualquer. Tudo ameniza o calor. Pode-se comer também uma charque desfiada. Hummm com cerveja bem gelada cai muito bem. Mas o melhor de tudo é partilhar isto com parentes e com reencontro casual de amigos que se conhecem há mais de 30 anos. Tudo isto tem também em outras cidades. Afinal todas têm seus encantos. Mas gosto de falar da minha: Delmiro Gouveia, bem ali no sertão das Alagoas. A cidade mais distante do capital do estado. Não nasci lá. Nasci em São Paulo. Mas morei em DG por 12 anos. Parte da infância e da adolescência. Anos inesquecíveis. E você tem ido a sua cidade ? Ela também fica no interior? E você é um privilegiado assim como eu sou em poder reencontrar amigos de tanto tempo atrás? E você caro leitor ou leitora que ainda não é quarentão ou quarentona, será que terá em sua vida amizades que perdurem tanto tempo? Deixe o seu recado. Partilhe a sua experiência conosco Comments: . postado por: <$César Tavares$> 7:32 PM Quinta-feira, Março 17, 2005
Jessier Quirino Vou-me embora pro passado O Poema abaixo é um tanto grande. Portanto paciência. Só vale à pena ler o visitante que vier sem muita pressa. É uma paródia do ¿Vou Embora Pra Passárgada¿ do Manuel Bandeira. Achei interessante o trabalho do Jessier Quirino (fonte: www.releitura.com.br). Algumas coisas que aparecem no poema eu conheci. Outras não cheguei a conhecer. Mas ao menos ouvi falar. Afinal não estou tão velho assim.(risos). Uma colega de trabalho falou-me que o poema é musicado e que sempre toca nas emissoras de Recife. Como raramente ouço rádio, então não tive oportunidade ainda em ouvir. Mas fiquei imaginando como seria interessante a Mirian Ramos, leitora deste blog, exímia violonista e excelente cantora dando uma canja. Fica aí a sugestão. E você lembrava de tudo isto? Os trechos que mais gostei estão em negrito. Mas isto é bem subjetivo. Veja também se você se identifica com alguma estrofe. E partilhe conosco. Vou-me embora pro passado Jessier Quirino "No rastro da Bandeira de Manuel" Vou-me embora pro passado Lá sou amigo do rei Lá tem coisas "daqui, ó!" Roy Rogers, Buc Jones Rock Lane, Dóris Day Vou-me embora pro passado. Vou-me embora pro passado Porque lá, é outro astral Lá tem carros Vemaguet Jeep Willes, Maverick Tem Gordine, tem Buick Tem Candango e tem Rural. Lá dançarei Twist Hully-Gully, Iê-iê-iê Lá é uma brasa mora! Só você vendo pra crê Assistirei Rim Tim Tim Ou mesmo Jinne é um Gênio Vestirei calças de Nycron Faroeste ou Durabem Tecidos sanforizados Tergal, Percal e Banlon Verei lances de anágua Combinação, califon Escutarei Al Di Lá Dominiqui Niqui Niqui Me fartarei de Grapette Na farra dos piqueniques Vou-me embora pro passado. No passado tem Jerônimo Aquele Herói do Sertão Tem Coronel Ludugero Com Otrope em discussão Tem passeio de Lambreta De Vespa, de Berlineta Marinete e Lotação. Quando toca Pata Pata Cantam a versão musical "Tá Com a Pulga na Cueca" E dançam a música sapeca Ô Papa Hum Mau Mau Tem a turma prafrentex Cantando Banho de Lua Tem bundeira e piniqueira Dando sopa pela rua Vou-me embora pro passado. Vou-me embora pro passado Que o passado é bom demais! Lá tem meninas "quebrando" Ao cruzar com um rapaz Elas cheiram a Pó de Arroz Da Cachemere Bouquet Coty ou Royal Briar Colocam Rouge e Laquê English Lavanda Atkinsons Ou Helena Rubinstein Saem de saia plissada Ou de vestido Tubinho Com jeitinho encabulado Flertando bem de fininho. E lá no cinema Rex Se vê broto a namorar De mão dada com o guri Com vestido de organdi Com gola de tafetá. Os homens lá do passado Só andam tudo tinindo De linho Diagonal Camisas Lunfor, a tal Sapato Clark de cromo Ou Passo-Doble esportivo Ou Fox do bico fino De camisas Volta ao Mundo Caneta Shafers no bolso Ou Parker 51 Só cheirando a Áqua Velva A sabonete Gessy Ou Lifebouy, Eucalol E junto com o espelhinho Pente Pantera ou Flamengo E uma trunfinha no quengo Cintilante como o sol. Vou-me embora pro passado Lá tem tudo que há de bom! Os mais velhos inda usam Sapatos branco e marrom E chapéu de aba larga Ramenzone ou Cury Luxo Ouvindo Besame Mucho Solfejando a meio tom. No passado é outra história! Outra civilização... Tem Alvarenga e Ranchinho Tem Jararaca e Ratinho Aprontando a gozação Tem assustado à Vermuth Ao som de Valdir Calmon Tem Long-Play da Mocambo Mas Rosenblit é o bom Tem Albertinho Limonta Tem também Mamãe Dolores Marcelino Pão e Vinho Tem Bat Masterson, tem Lesse Túnel do Tempo, tem Zorro Não se vê tantos horrores. Lá no passado tem corso Lança perfume Rodouro Geladeira Kelvinator Tem rádio com olho mágico ABC a voz de ouro Se ouve Carlos Galhardo Em Audições Musicais Piano ao cair da tarde Cancioneiro de Sucesso Tem também Repórter Esso Com notícias atuais. Tem petisqueiro e bufê Junto à mesa de jantar Tem bisqüit e bibelôTem louça de toda cor Bule de ágata, alguidar Se brinca de cabra cega De drama, de garrafão Camoniboi, balinheira De rolimã na ladeira De rasteira e de pinhão. Lá, também tem radiola De madeira e baquelita Lá se faz caligrafia Pra modelar a escrita Se estuda a tabuada De Teobaldo Miranda Ou na Cartilha do Povo Lendo Vovô Viu o Ovo E a palmatória é quem manda. Tem na revista O Cruzeiro A beleza feminina Tem misse botando banca Com seu maiô de elanca O famoso Catalina Tem cigarros Yolanda Continental e Astória Tem o Conga Sete Vidas Tem brilhantina Glostora Escovas Tek, Frisante Relógio Eterna Matic Com 24 rubis Pontual a toda hora. Se ouve página sonora Na voz de Ângela Maria "¿ Será que sou feia? ¿ Não é não senhor! ¿ Então eu sou linda? ¿ Você é um amor!..." Quando não querem a paquera Mulheres falam: "Passando, Que é pra não enganchar!""Achou ruim dê um jeitim!" "Pise na flor e amasse!" E AI e POFE! e quizila Mas o homem não cochila Passa o pano com o olhar Se ela toma Postafen Que é pra bunda aumentar Ele empina o polegar Faz sinal de "tudo X" E sai dizendo "Ô Maré! Todo boy, mancando o pé Insistindo em conquistar. No passado tem remédio Pra quando se precisar Lá tem Doutor de família Que tem prazer de curar Lá tem Água Rubinat Mel Poejo e Asmapan Bromil e Capivarol Arnica, Phimatosan Regulador Xavier Tem Saúde da MulherTem Aguardente Alemã Tem também Capiloton Pentid e Terebentina Xarope de Limão Brabo Pílulas de Vida do Dr. Ross Tem também aqui pra nós Uma tal Robusterina A saúde feminina. Vou-me embora pro passado Pra não viver sufocado Pra não morrer poluído Pra não morar enjaulado Lá não se vê violência Nem droga nem tanto mau Não se vê tanto barulho Nem asfalto nem entulho No passado é outro astral Se eu tiver qualquer saudade Escreverei pro presente E quando eu estiver cansado Da jornada, do batente Terei uma cama Patente Daquelas do selo azul Num quarto calmo e seguro Onde ali descansarei Lá sou amigo do rei Lá, tem muito mais futuro Vou-me embora pro passado (N.A. Poema inspirado na leitura do livro Memorial de Marco Polo Guimarães, Edições Bagaço; em conversa antiga; e em outros poemas meus.) Jessier Quirino é paraibano de Campina Grande, arquiteto por profissão, poeta por vocação, vive atualmente em Itabaiana. É o autor dos livros "Paisagem de Interior", "A Miudinha", "O Chapéu Mau e O Lobinho Vermelho" "Agruras da Lata D'Água", "Prosa Morena - acompanha um CD com gravações de alguns poemas", "Política de Pé de Muro" e "A Folha de Boldo - Notícias de Cachaceiros", além de cordéis, causos, musicas e outros escritos. O crítico do Jornal do Commércio - Recife fez o seguinte comentário: "A poesia matuta já é um estilo consagrado da literatura brasileira. Nomes como Patativa do Assaré, Catulo da Paixão Cearense e Zé da Luz são conhecidos em todo o país como os principais representantes do gênero. Um pouco menos famoso que os três, mas podendo ser considerado tão importante quanto, é Jessier Quirino, poeta paraibano que vem se destacando por seu estilo humorístico." O poema acima consta do livro "Prosa Morena", Editora Bagaço - Recife, 2001. Comments: postado por: <$César Tavares$> 1:58 PM Segunda-feira, Março 14, 2005
Capa da revista Grande Hotel. FOTONOVELAS É muito bonito e dá uns ares de pessoa culta falarmos sobre as nossas leituras prediletas. E alguns se impressionam quando citamos nomes consagrados na literatura nacional ou estrangeira. Por exemplo: Saramago, Sartre, Camus, Bukowski(que o meu filho adora ler), Beuvoir, João Ubaldo, Clarice Lispector, Manuel Bandeira, João Cabral, Huxley, Hemingway, Graciliano Ramos, Lya Luft, Gabriel Garcia Márquez e mais uma porrada de gente(menos Paulo Coelho. Este nem entrando na ABL vale). Tudo bem. Já li um bocado de coisa deste pessoal aí. Mas o que interessa neste post são as confissões do nosso passado negro no mundo das letras. Aqui vai a minha confissão: EU JÁ LI MUITO FOTONOVELAS! Será que os leitores mais jovens deste arremedo de blog sabem o que é isto? Há tanto tempo não vejo mais nenhuma revista que as tragam em seu bojo. As que eu mais gostava eram as que saiam na Revista Grande Hotel. Todas elas de produção italiana. É isto mesmo. A Itália não era só Fellini, Carlo Ponti e Antonioni não. Produzia também as melhores fotonovelas. Bonitas fotos em preto e branco e histórias com enredos bem legais. Ao menos eu achava naqueles tempos. Eu ficava babando por duas fotoatrizes: a Katiúscia e a Paola Pitti. Agora em janeiro tive oportunidade de conversar Patrícia Oliveira(Pedrão) e ela relembrou seu ídolo: Franco Dani e sua famosa covinha no queixo. Rimos um bocado com as nossas lembranças. Ihhh estamos ficando velhos. Lembramos também das fotonevelas cuja temática era espionagem: Jacques Douglas. Tinha as fotonovelas nacionais na Revista Sétimo Céu. Fotos coloridas, mas histórias mal costuradas. Lembro de uma onde, o hoje consagrado ator televisivo, Marcos Paulo contracenava com a Djenane Machado, filha do famoso diretor de cinema Carlos Manga. Era uma historinha bem besta. Sem fazer trocadilhos se passava no Jóquei Clube do Rio. O legal nestas histórias era que sempre o bem vencia o mal. O galã terminava com a mocinha sofrida. E eram felizes para sempre. Não faltava um pôr de sol na foto final. E obviamente o jovem casal estava de mãos dadas olhando para o infinito. Maior clichê impossível. Mas as atuais telenovelas também não terminam assim? A grana sempre foi curta lá em casa. Portanto as fotonovelas que líamos eram todas emprestadas pela Telma Canuto, que era amiga de minha mãe. A Telma há muitos anos mora no Rio de Janeiro. E fiquei super contente quando um dia recebi uma visita no site www.amigosdedelmirogouveia.hpg.com.br de sua filha Aline, estudante de Economia na UFRJ. Há anos não vejo mais estas revistas ou similares. Acho que sumiram todas. Nem em sebo as encontro. Será que todas foram queimadas? E ai você também lia fotonovelas? Ou não vai confessar aqui esta escorregadela intelectual em sua vida? Ficou com vergonha foi?(risos). Quais eram as revistas que você lia? E os leitores mais jovens e menos saudosistas sabem lá de que diabos estou a falar? Quais eram os artistas deste tipo de arte que você mais admirava? Quais eram os nomes das outras revistas? Você consegue lembrar? Deixe o seu recado. Confesse seus pecados por aqui. Comments: postado por: <$César Tavares$> 4:29 PM Segunda-feira, Março 07, 2005
AINDA SABORES DELMIRENSES Falou em iguarias todos se manifestam. Afinal cada um tem a sua preferência. Pegando carona nos recados deixados no post anterior continuamos com o nosso passeio pela gastronomia delmirense. Logicamente que em muitas outras cidades do nordeste há as mesmas coisas. Iguarias lembradas pelos visitantes: André lembrou do doce de Puxa. Eis aqui uma receita copiada da net: Puxa-Puxa Leve ao fogo uma rapadura e uma xícara de água e deixe cozinhar até que dê o ponto de puxa. Retire do fogo e estique na mão. Faça pequenas tranças e sirva sobre folhas de laranjas ou limão. Abrahão por pura maldade lembrou de: tripa de porco, arroz coce, munguzá , pão peito de moça, quebra-queixo( o que era vendido pelo Teresinha já foi motivo de post nest blog. Vide arquivos) e pirão de ovo. Tripa de Porco ¿ Quem não lembra do Bar da Tripa de Zé Gordinho? Ficava ali perto do Palmeirão. Podia fazer um mal da bexiga lixa para o coração. Mas que as tripinhas servidas por lá eram espetaculares ninguém pode negar. Ricardo Menezes lembrou de Xeba e Feiticeira. Quem nunca comprou estas iguarias nas padarias delmirenses?
E agora mais algumas coisinhas que ainda não foram ditas. Você lembra dos sabores de: Alfinin Rapadura batida Bolacha Regalia Bolacha Sete Capas Fubá (mas falo do fubá que era vendido por Marocas e sua filha Goreti pelas ruas delmirenses). Aliás, alguém ainda lembrava da Marocas? Nem eu lembrava. Quem refrescou a minha memória foi o meu primo Monteiro Mafra. Doce de Leite de copinho, mas só vale aquele que era vendido no abrigo de Ciço Gobeu. Rubacão também conhecido como baião de dois. E aí vamos continuar a lista? Puxe pela sua memória. Só não vale ficar babando com a boca cheia d¿ água. Deixe o seu recado. Comments: postado por: <$César Tavares$> 5:55 PM Quinta-feira, Março 03, 2005
SABORES DELMIRENSES Tapioca Beiju Farinha de murici Piaba Cará Pé de Moleque envolto em palhas de bananeira Bolo Mal-Casado Ouricuri verde Rosário de ouricuri Fuçura Flau Pão Aguado Pão Crioulo Pará Umbu Cocada de raiz de umbuzeiro Para alguns pode soar estranhos os nomes acima. E para outros até serem palavras desconhecidas. Mas todos são sabores delmirenses. Quase tudo aí em cima se encontra na feira. A segunda coisa que sempre faço nas raras vezes em que apareço em Delmiro Gouveia e ir à feira. A primeira é cumprimentar os parentes. Dá gosto andar pela feira. Sentir seus aromas, ouvir uma ruma de vozes com sons arrastados e ver as fisionomias vincadas pelo sol inclemente do sertão. Pegar uma provinha aqui outro ali. Experimenta seu moço dizem os feirantes oferecendo seus produtos. E você não pode recusar. É grosseria se o fizer. Quer conhecer qualquer cidade em suas raízes mais profundas. Vá a feira. Converse com o povo. Eu costumo fazer isto. E você já fez isto alguma vez? Lembrava de todos os sabores aí de cima? E os cheiros? Sua memória olfatativa ainda os têm presentes? O que mais foi esquecido na lista acima? Deixe o seu recado. Partilhe as suas lembranças e experiências conosco. Comments: postado por: <$César Tavares$> 2:31 PM
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